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Paranoia Musique

Por Todos Esses Anos (2004​-​2019)

by Cubüs

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1.
Uma dança sensual Vestida de preto Os olhos do desejo Suor na pele Boca sedenta Corpo em êxtase A noite inteira Prazer sem pudor Admire, adore, admire, adore Admire, adore Se mexa, se perca, se mexa, se perca Lábios vermelhos Movimentos felinos No auge ela suspira Intensa liberdade
2.
Pessoas não te suportam Tudo ganância tenaz Nojo de suas mentiras Engole tudo, um transe voraz Lágrimas não convencem Uma velha trapaça Quando longe dos olhos Difama, condena, roga desgraça Manobras estão à vista Farsas não enganam mais Idiota não é estrategista Suma, morra, não volte jamais Cadê sua presença? Agora tão incapaz Sua moral destruída Desaparece o sorriso mordaz Sua hora chegou Não mais me ameaça Quando te abandonam Sua presença vira fumaça Manobras estão à vista Farsas não enganam mais Idiota não é estrategista Suma, morra, não volte jamais
3.
4.
Bukowski 04:18
Blue stardust Jackoff In Reach Desire (x4) Hey Bukowski Hey Bukowski Skycreeps Backwards In Open City (x4) Hey Bukowski Hey Bukowski
5.
Quem faz aqui Morre Quem faz aqui Mata (x3) Morre Mata Quem não mata Morre Quem não corre Quem não mata Morre Quem não corre morre também Quem faz aqui Morre Quem faz aqui Mata (x3) Morre Mata Quem não mata Morre Quem não corre Quem não mata Morre Quem não corre morre também Quem não mata, morre Quem não corre, morre Quem não mata, morre Quem não morre, corre Quem não corre, morre Também
6.
Nos cemitérios Com suas flores Por todos esses anos aqui Nos monastérios Privados de cores Por todos esses anos aqui Foram notórios Ou caluniadores Por todos esses anos aqui Acreditavam em demônios Ou odiavam pastores Por todos esses anos aqui Por todos esses anos aqui Esquecidos todos esses anos aqui Apagados esses anos aqui Aprisionados esses anos aqui Nos cemitérios Sem suas dores Por todos esses anos aqui Nos monastérios Esquecidos pudores Por todos esses anos aqui Foram notórios Ou desertores Por todos esses anos aqui Acreditavam em demônios Ou matavam atores Por todos esses anos aqui Por todos esses anos aqui Esquecidos todos esses anos aqui Apagados esses anos aqui Aprisionados esses anos aqui
7.
O Construtor 05:40
Forjou em fogo brando Um pequeno corpo para usar Construiu por partes Cada dedo, cada vértebra Para ter o gosto doce Tornou a princesa Escrava Dos sentidos Largou seus medos Para gargalhar Em prantos, em prantos É tão bom Como é estranho É amargo e delicioso Ser só um, ser só um Forjou em fogo brando Um pequeno corpo para usar Construiu por partes Cada dedo, cada vértebra Para ter o gosto doce Tornou a princesa Escrava Dos sentidos Largou seus medos Para gargalhar Em prantos, em prantos É tão bom Como é estranho É amargo e deliciosos Ser só um, ser só um
8.
Apaguei minha mente há anos atrás Rastejo pro lugar onde somos todos iguais Rotina da baia não me faz perceber Digitar dados é o que faço pra viver Observado por câmeras e conversas gravadas Na zona cinza nossa vida vigiada Carrasco eletrônico me faz emudecer Falha na conduta e ponho tudo a perder Joguei tudo fora, mas valeu a pena No final do mês é o fim da quarentena Vários produtos que eu preciso comprar Tolices necessárias continuam a me dopar O olho digital está por todo lado Dinheiro dos patrões precisa ser guardado Mas estou tranquilo eu fiz por merecer Dissolvo nessa fábrica feliz em obedecer Observado por câmeras e conversas gravadas Na zona cinza nossa vida vigiada Carrasco eletrônico me faz emudecer Falha na conduta e ponho tudo a perder Joguei tudo fora, mas valeu a pena No final do mês é o fim da quarentena Vários produtos que eu preciso comprar Tolices necessárias continuam a me dopar
9.
Vazio imaterial Vácuo primordial Silêncio imortal O fim corporal Buraco conceitual Interrupção sepulcral Destituído do mental Reticência funeral Se esconde no apagar das luzes Se desnuda além do horizonte Se revela na parede da caverna Levados para a última fonte Se esconde Mudez sensorial Carência colossal Buraco em espiral Lacuna imemorial Repouso neural Aquecimento global Quietude terminal Infinito pentagonal Se esconde no apagar das luzes Se desnuda além do horizonte Se revela na parede da caverna Levados para a última fonte Se esconde Se desnuda Se revela Se esconde no apagar das luzes Se desnuda além do horizonte Se revela na parede da caverna Levados para a última fonte Se esconde Se desnuda Se revela Se esconde Se desnuda Se revela
10.
Na colmeia ocidental Envenenados pelos jornais Que fertilizam um ideal Impotência dos dias atuais Não somos todos iguais Não somos todos iguais Pulverizamos flores mortais Novas distopias globais Pulverizamos flores mortais Novas distopias globais Os fascistas sem moral Ferroam os enxames locais Novo mundo digital Escravos de reinados virtuais Não somos todos iguais Não somos todos iguais Pulverizamos flores mortais Novas distopias globais Pulverizamos flores mortais Novas distopias globais Novas distopias globais Novas distopias globais Novas distopias globais Novas distopias globais
11.
No passado eu me escondo Recordo outro lugar Lembranças me encurralam Mas deixe-me voltar Uma noite como essa Impossível evitar Pensamentos se uniam Queria só te acompanhar Mas uma coisa eu não sabia Juventude sempre escapa (x2) Congelado no presente Sempre a me dopar Sonhos eram nuvens Que sempre vou odiar Perdido em pensamentos Vai me ignorar Onde está a menina Que nada podia amedrontar Mas uma coisa eu não sabia Juventude sempre escapa (x2) Mas uma coisa eu não sabia Juventude sempre escapa (x4)
12.
(Não há) nada que me faça voltar Todas as coisas estão no lugar O vento frio na madrugada Janelas embaçadas por todas as casas (Não há) nada que me faça voltar Todas as coisas estão no lugar O vento frio na madrugada Janelas embaçadas por todas as casas Um rosto estranho a perguntar A mesma questão a se desdobrar pelo chão O tédio se alastra pelas cortinas Desbotadas, fechadas por sob a neblina
13.
Uma dança sensual Vestida de preto Os olhos do desejo Suor na pele Boca sedenta Corpo em êxtase A noite inteira Prazer sem pudor Admire, adore, admire, adore Admire, adore Se mexa, se perca, se mexa, se perca Lábios vermelhos Movimentos felinos No auge ela suspira Intensa liberdade Os olhos do desejo Corpo em ecstasy A noite inteira Vestida de preto Admire, adore, admire, adore Admire, adore Se mexa, se perca, se mexa, se perca Intensa liberdade Boca sedenta No auge ela suspira Prazer sem pudor A noite inteira Movimentos felinos Os olhos do desejo Vestida de preto

about

Por Todos Esses Anos (2004-2019)
Compilation
Cat num: PM013

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March 30th 2019 marks the fifteenth anniversary of the "Anti-Pop Art" EP release by Diego de Oliveira and João Pedro Lopes, known collectively at the time as Cubüs.

Many things happened in the meantime: several new formations (with Diego as the only constant member), some pauses and returns, and a huge desire to escape the trends dictated by mass culture.

The songs below are the story of the Cubüs' members, but also of the people who somehow have always been close and enjoyed with them. Are you ready for the next fifteen years?

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Track 13 – from the ep “Anti-Pop Art” // 2004
Track 12 – released at Fiberonline website // 2005
Tracks 4 & 7 – from the ep “Todas as coisas estão no lugar” // 2010
Track 8 – from the single “Geração X” // 2014
Track 6 – from the ep “Lonely Boy Remix / Todos Esses Anos (Remix) // 2015
Tracks 2 & 9 – from the album “Caridade & Sadismo” // 2016
Track 5 – from the single “A Última Fonte / Aqui se Faz, Aqui se Mata” // 2016
Track 11 – from the single “smnvjremix” // 2016
Track 3 – from the ep “Flores Mortais” // 2018
Track 10 – from the live album “Synths, Distorção, Caos & Bootlegs: Ao Vivo Na Juventude Depressiva (16 Jun 2018)” // 2018
Track 1 – previously unreleased

credits

released March 30, 2019

Diego de Oliveira: Music, Lyrics (2, 4, 6, 8-11), Remix (5, 6, 11), Cover.

João Pedro Lopes: Music (12), Lyrics (1, 7, 12 & 13).

Raf. F. Guimarães: Music (12), Lyrics (5).

Claudio Borges: Music (12).

Claude Cotard: Lyrics (3).

Track 3 contains a sample of "Croniques Erotiques" by Claude Cotard used under creative commons:

archive.org/details/ChroniquesErotiques

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Cubüs:

Diego de Oliveira (2003 - present)

Karlos Junior (2016 - 2018)

Raf F. Guimarães (2005 - 2006)

Luis Aurélio Schneider (2005 - 2006)

João Pedro Lopes (2003 - 2005)

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about

Cubüs Rio De Janeiro, Brazil

Founded in 2003, Cubüs is an electronic manifest, a protest against manufactured music and common sense that flood the radio.

There's no sacred sound and everything can be crushed and added to the group's magic recipe.

Years active: 2003 – 2006 / 2008 – 2010 / 2014 - present.
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